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Como funciona? Dói? É eficaz?

Ecografia endovaginal para detectar endometriose

A ecografia endovaginal, também referida como ecografia transvaginal ou intravaginal, consiste na inserção de uma sonda na vagina para observação dos órgãos pélvicos.

A par da ressonância magnética e da observação e realização de exame de toque com ginecologista que entenda da doença, é um dos exames não-invasivos a realizar-se para ajudar a detectar endometriose, a sua progressão e, se aplicável, a definir a estratégia mais apropriada para a cirurgia.

Através de imagens de alta-resolução, este exame é muito útil para detectar endometriose retroperitoneal (ou seja, endometriose que exista na parte de trás do peritónio, membrana que cobre a nossa parede abdominal e os nossos órgãos), bem como identificar lesões que envolvam órgãos pélvicos³.

 

Como é realizada a ecografia endovaginal para detectar endometriose?

A ecografia endovaginal não é, à partida, dolorosa. O técnico ou médico que realiza o exame pede à pessoa examinada que se dispa da barriga para baixo e que se deite de barriga para cima sobre uma marquesa, de pernas abertas e joelhos flectidos.

É então inserida uma sonda por via vaginal, com a ajuda de gel lubrificante. A imagem surgirá num ecrã em tempo real, pelo que o técnico/médico a realizar o exame poderá adiantar algumas informações relevantes.

Poderá ser também solicitado um preparo intestinal, que normalmente consiste na toma  de um laxante na véspera e na realização de um edema no próprio dia (se for necessário, a informação detalhada é transmitida previamente à realização do exame).

 

Limitações da ecografia endovaginal

Este exame, como todos os outros, tem algumas limitações. Isto significa que é possível que exista endometriose na zona pélvica sem que se detecte numa ecografia endovaginal. Em parte, pode dever-se ao facto de os técnicos de imagem ou os médicos que interpretam os resultados do exame não terem experiência com a detecção de lesões de endometriose.

Por outro lado, a ecografia endovaginal não capta imagens com resolução suficiente para se garantir sempre “a presença, tipo ou extensão das aderências” e falha no diagnóstico de lesões peritoneais, endometriomas ováricos de pequena dimensão e aderências³

 

É possível realizar-se o exame durante a menstruação?

Teoricamente, sim. No entanto, por diversos motivos, há clínicas/hospitais que preferem reagendar. Assim sendo, é recomendável contactar previamente o espaço onde se vai realizar o exame.

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

¹ Goncalves, M. O., Dias Jr, J. A., Podgaec, S., Averbach, M., & Abrão, M. S. (2009). Transvaginal ultrasound for diagnosis of deeply infiltrating endometriosis. International Journal of Gynecology & Obstetrics, 104(2), 156-160.

²Hudelist, G., English, J., Thomas, A. E., Tinelli, A., Singer, C. F., & Keckstein, J. (2011). Diagnostic accuracy of transvaginal ultrasound for non‐invasive diagnosis of bowel endometriosis: systematic review and meta‐analysis. Ultrasound in Obstetrics & Gynecology, 37(3), 257-263.

³ Brosens, I., Puttemans, P., Campo, R., Gordts, S., & Brosens, J. (2003). Non-invasive methods of diagnosis of endometriosis. Current Opinion in Obstetrics and Gynecology, 15(6), 519-522.

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